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Desperdícios em Saúde?

As mais recentes medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde referentes aos medicamentos não tiveram grande impacto.É certo que se fala em debates de promessas e suposições mas as repetidas acções deste ministério enquadradas em reformas disto e daquilo, correcções aqui e ali, revelam insatisfação do Ministério com a sua actividade. Aí está um ponto em que estamos de acordo.

Outro ponto em que parece não haver grande discordância é na questão dos desperdícios, os mesmos que motivam as reformas disto e daquilo, aqui e ali. Também a sociedade mostra estar farta dos desperdícios, ambientais, culturais, financeiros, na educação, na saúde e dos medicamentos. Mas mais importante é o Ministro da Saúde estar farto do desperdício do seu Ministério nos medicamentos.Para um Estado que nos serve, achar que os serviços de saúde prestados pelo Ministério da Saúde são um desperdício, deixa muito a desejar. Numa situação normal eu seguramente mudaria de fornecedor, mas é o nosso Estado, o nosso querido Estado, que nos liga a todos debaixo de um só contrato, efectuado à nascença com o consentimento dos nossos pais claro, semelhante entre ricos e pobres, homens e mulheres, … , apenas por vivermos cá. Esse mesmo Estado querido que anda sempre a mudar de mãos. Ora agradeço o desconto nos medicamentos a Mário Soares, ora a Cavaco Silva, ora já é Guterres que me ajuda a cuidar da saúde, por ora é Sócrates a proporcionar-me o acesso a medicamentos para cuidar da minha saúde. Por isso não vou mudar de fornecedor, vou manter a mensalidade acordada (?) e continuar a esperar que decidam fazer um melhor acordo. Que hipótese tenho mais?

Começa a ser preciso um catálogo das alterações no serviço relacionado com os medicamentos, que têm sido muitas nos últimos tempos. O sector está descontente no processo e a população com o serviço. A mais recente consequência do desperdício do Ministério da Saúde parece ser a possibilidade de comprar medicamentos em unidose ainda este ano.Vamos ver como se adaptarão o sector e a população. Ao voltar para casa quem não vai precisar de ter o paracetamol na gaveta para a dor de cabeça provocada pelas dificuldades que por cá vamos sentindo?

A saga continua e também o medicamento nos vai continuar a acompanhar durante as próximas décadas, ou mais ainda.

Janeiro 26, 2008 - Publicado por ptcp | Pharmaceutical | , , | Sem comentários ainda

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