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Avaliador de comunicados de imprensa

O software representa um conjunto de regras, de automatismos de informação que permitem desempenhar uma função. Utilizando os critérios e parâmetros certos pode-se informatizar tudo, ou quase tudo. Recentemente deparei-me com um avaliador de comunicados de imprensa disponível na Internet que atribui uma classificação e discrimina algumas características do comunicado submetido. Não sei bem que critérios e parâmetros este avaliador utiliza mas parece-me um pouco ousado pensar numa automatização da avaliação de uma mensagem funcional com conteúdos de significados, ideias e intenções. Será que uma avaliação pode prescindir da intervenção humana e da sua subjectividade? Pode ser que um dia assim seja mas por enquanto acredito que este este avaliador de comunicados de imprensa pode ser bastante útil na elaboração de um comunicado de imprensa, como uma ferramenta ao dispor do comunicador, mas não como um fim em si mesmo. De qualquer forma, se a sua utilização se generalizar começaremos a ver comunicados de imprensa cada vez mais parecidos dado que os critérios e parâmetros utilizados para elaborar um “bom” comunicado de imprensa (que obtenha pelo menos 80/100) serão iguais para todos. Nessa situação só nos resta esperar alguma criatividade e rebeldia humana que se digne a chumbar no avaliador e permitir a evolução dos comunicados de imprensa. O que me leva a pensar que uma avaliação é uma espécie de conformidade com as regras do passado e que a evolução poderá (ou poderia) estar nos muitos chumbos que foram ficando para trás…

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Junho 2, 2008 Publicado por ptcp | Science & Technology | , , | Sem comentários ainda

BlackBerry, de líder a seguidor?

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    A introdução do iPhone no mercado, em meados de 2007, despoletou uma série de questões no seio do desenvolvimento da R.I.M., Research In Motion, empresa do BlackBerry. No final de 2006, a R.I.M. tinha 45% de quota de mercado passando para 40% ainda em 2007 mantendo-se a um ritmo descendente. Isto deve-se à quota de 17,4% ganha pelo iPhone nos primeiros seis meses de presença no mercado. Os consumidores típicos dos smartphones eram profissionais obcecados com a possibilidade de terem acesso à sua mailbox no telemóvel, mas com a introdução do iPhone (já depois da introdução de outros smartphones com base no Windows Mobile, Palm, Motorola e HTC) as exigências dos consumidores de smartphones vão para além da ligação omnipresente à sua caixa de email, incidindo no acesso à Web, vídeo e musica digital, aproximando o smartphone de um conceito de entretenimento e não apenas de uso profissional. Neste contexto, uma das questões que surge é se uma empresa que definiu o acesso móvel ao email com o polegar será capaz de dominar o novo mercado de consumo de smartphones?

    Para além das diferenças na utilização central do smartphone, email no BlackBerry e Web no iPhone, há outra componente que distingue os dois aparelhos, o teclado. O BlackBerry utiliza um teclado físico e parece não prescindir dele enquanto o iPhone utiliza um teclado touch-screen. Qual das duas soluções vão os consumidores preferir? As duas principais características distintivas destes produtos não são independentes, o teclado físico estará mais adaptado às necessidades do email, o touch-screen à Web.

    \Alguns boatos revelam que a R.I.M. tem na forja dois novos aparelhos, o Meteor, mais parecido com o interface Web, melhor processador e uma estética que se aproxima das linhas iPhone e o denominado internamente na R.I.M. por A.K., Apple Killer, já com touch-screen, indo ao encontro dos consumidores sem as necessidades específicas de email dos principais utilizadores do BlackBerry. Irá a R.I.M. reposicionar a sua tecnologia aproximando-se da tecnologia Apple? Conseguirá a R.I.M reinventar-se a si própria? Segundo o Sr. Lazaridis, um dos directores executivos da R.I.M., a empresa não tem receio da mudança pois tem feito muita investigação em novas tecnologias e interfaces para utilizadores.

    Fonte: New York Times

Abril 29, 2008 Publicado por ptcp | Science & Technology | | Sem comentários ainda